sábado, 14 de abril de 2018

Um caixa eletrônico diferente





E se em vez de dinheiro ou comprovantes, dirigíssemo-nos a um caixa eletrônico para tirar contos, literatura e cultura.

Essa é a ideia da Short Édition, empresa francesa que criou uma espécie de caixa automático para incentivar a leitura. 

O display da máquina oferece três opções para os visitantes: leitura de um, três ou cinco minutos de duração. Em seguida, um conto é impresso em um papel em formato de recibo de acordo com o tamanho escolhido. As histórias são escolhidas por meio de um concurso virtual — o escritor interessado envia seu material e um júri escolhe quais contos serão disponibilizados nas máquinas.

A Short Édition já operava na Europa, mas ganhou atenção de outras partes do mundo ao ser contratada por Francis Ford Copolla. O diretor de O Poderoso Chefão tem um restaurante chamado Cafe Zoetrope em São Francisco, nos Estados Unidos, e adorou tanto a ideia que pediu que a empresa instalasse uma de suas máquinas no local. 

"Eu adorei a ideia de uma máquina que não te entrega salgadinhos, cerveja ou café em troca de dinheiro, e sim arte. Eu gostei muito do fato de você não precisar pagar", disse o cineasta no anúncio da parceria. Segundo ele, os contos, assim como os filmes, deveriam ser consumidos de uma vez só.

As máquinas da empresa têm feito bastante sucesso. Até o momento, a Short Édition possui 150 unidades disponíveis, a maioria na França e nos Estados Unidos. A ideia é que o aparelho seja levado para outros países e que ocorra um intercâmbio cultural — de acordo com Giraut, o objetivo é que as máquinas tenham histórias de autores diversos, trazendo novas visões de mundo para os leitores. 

Os funcionários do Cafe Zoetrope estão adorando a ideia. Desde que a máquina foi instalada, há cerca de um ano e meio, eles veem menos clientes no Instagram e cada vez mais pessoas concentradas na leitura e nas discussões que ela proporciona. No caso do restaurante, não é necessário ter uma reserva ou consumir algo no local para imprimir um conto: basta entrar e usar a máquina.

E essa ideia, quando chega ao Brasil?

domingo, 25 de fevereiro de 2018

Cataki, o "Tinder" da reciclagem vence prêmio internacional

Um aplicativo chamado Cataki, disponível para Android e iOS, foi reconhecido na semana passada com o prêmio de inovação do fórum Netexplo, que é concedido anualmente para projetos de tecnologia com maior impacto social e nos negócios. 

A ferramenta sem fins lucrativos funciona essencialmente como um “Tinder da reciclagem”. Pessoas que precisam descartar materiais recicláveis — tais como móveis velhos, eletrônicos antigos, entulho e restos de poda — podem encontrar catadores independentes disponíveis para transportar esses materiais. Essas pessoas farão o descarte adequado do lixo, destinando-o a locais apropriados ou para reciclagem. 



"Lutamos pelo reconhecimento dos catadores de lixo, que são verdadeiros agentes ambientais. O app é uma forma alternativa de aumentar a renda dos catadores com um benefício ambiental sem preço", comentou o grafiteiro ativista Mundano, idealizador do Cataki, durante a cerimônia de premiação na sede da Unesco, em Paris. 

Ao todo, já são mais de 300 catadores registrados em mais de 30 cidades brasileiras. Como a ferramenta é destinada a uma população vulnerável, ela não requer que os catadores tenham um smartphone sempre consigo. O usuário procura uma pessoa nas proximidades para fazer o descarte de determinado material e, quando encontra alguém, acessa os contatos do catador para fazer uma ligação. 

"Como se trata de uma população muito vulnerável que ainda sofre com a exclusão digital, nós pensamos num conceito colaborativo que não demandaria muita tecnologia e sem nenhuma barreira de entrada", explica Breno Castro Alves, coordenador do projeto. 

"O Cataki propõe um contato real, permitindo que pessoas de diferentes classes sociais conversem sobre um problema comum", conclui. Nesse contato inicial, data e hora do serviço são agendados, e os catadores combinam com seus clientes o preço adequado para a realização do transporte do material. 

Os idealizadores do app arrecadaram R$ 160 mil para desenvolver a ferramenta e inscreveram seu projeto no prêmio de inovações tecnológicas do Netexplo, um observatório independente de estudos sobre o impacto de tecnologias na sociedade e nos negócios, parceiro da Unesco. Segundo a Deutsche Welle, mais de dois mil projetos de várias partes do mundo foram avaliados pela comissão do Netexplo, e o Cataki foi o vencedor.



sábado, 17 de fevereiro de 2018

Diretor de escola pública do interior paulista é finalista do Global Teacher Prize, o “Nobel” da Educação






O brasileiro Diego Mahfouz Faria Lima, diretor da Escola Municipal Darcy Ribeiro, em São José do Rio Preto, São Paulo, foi anunciado esta semana como um dos dez finalistas do Global Teacher Prize, premiação anual, criada em 2014, pela Varkey Foundation. 

O prêmio, considerado um Nobel da Educação, tem como objetivo valorizar a profissão de professores e gestores, reconhecendo práticas inovadoras e exemplares nas escolas e desta maneira, inspirar estudantes, comunidades e meio acadêmico. 

Este ano, a competição recebeu a inscrição de 30 mil educadores, de 173 países. Entre diversos critérios de avaliação, os finalistas foram selecionados, principalmente, a partir de sua habilidade em inspirar os estudantes a aprender e os resultados concretos obtidos na sala de aula. 

Diego foi escolhido devido ao seu projeto “Minha escola: reconstrução coletiva“. Quando chegou na Escola Darcy Ribeiro para ser diretor, ela era considerada uma das piores do estado. Segundo ele, as salas de aula estavam pichadas e algumas, incendiadas. Já havia acontecido vários casos de violência no local. “No meu primeiro dia de trabalho, colocaram fogo no banheiro, jogaram água e maçãs em mim”, relembra. “Minha atitude simplesmente foi dizer que confiava neles, que eu não ia embora e queria ouvi-los”. 

Os relatos dos alunos eram que a escola era muito feia e punitiva. Pois Lima decidiu mudar isso. Mesmo com pouquíssimos recursos financeiros, com a ajuda da comunidade, o diretor reformou a escola. “Os pais estiverem presentes e com isso, surgiu um sentimento de pertencimento e respeito entre os estudantes”, diz.

Um local utilizado para consumo de drogas foi revitalizado e transformado em praça de leitura. E através do trabalho direto de Diego como mediador de conflitos, ele conseguiu reduzir a evasão escolar e o bullying. 

Graças ao seu esforço, dedicação e persistência, após 1 ano e quatro meses, o diretor da escola municipal paulista começou a colher os resultados de sua gestão participativa e democrática. 

Em 2015, Diego já havia recebido o Prêmio Educador Nota 10, iniciativa da Fundação Victor Civita e da Fundação Roberto Marinho, que reconhece o trabalho dos melhores professores e gestores do país.  

Este é o terceiro ano consecutivo que um brasileiro fica entre os dez finalistas ao prêmio internacional de educação. No ano passado, foi a vez do professor capixaba, Wemerson da Silva Nogueira, de 26 anos, ficar entre os dez finalistas. 

O trabalho desses profissionais é realmente inspirador, principalmente em um país, com seríssimos problemas na área de educação e que, infelizmente, ainda não os valoriza e nem os remunera da maneira adequada. Parabéns a eles!

domingo, 21 de janeiro de 2018

Parque tecnológico de reciclagem popular

Está aí uma ótima iniciativa. Trocar a instalação de um presídio pela construção de um parque tecnológico com a finalidade de desenvolver pesquisas e educação ambiental que envolvam a criação de novas soluções na área da reciclagem. 

Desde o dia 08/12/2017, a Fazenda Sítio Novo em Esmeraldas, numa área de 44 hectares, está sendo disponibilizada para que o INSEA e MNCR, em parceria com o ORIS e a REDE CATAUNIDOS, possa levar adiante este projeto inovador nos próximos anos.

O Parque Tecnológico da Reciclagem Popular a ser instalado em Esmeraldas inova nos aspectos de integrar em seu espaço todas as possibilidades de reutilização, reuso e reciclagem, sendo um campo aberto de diversas experimentações, que vão desde o tratamento dos resíduos orgânicos para produção de alimentos saudáveis a geração de energias limpas, aproveitamento de água da chuva e restos de podas, arquitetura verde, produção de móveis de ecodesign, manejo sustentável de pequenas criações, estudos de reciclagem do vidro, pneus, resíduos da construção civil, produção de trabalhos artesanais de material de reuso, permacultura e conservação florestal, entre outros.


Foto: https://www.reciclagemnomeioambiente.com.br/reciclagem-e-reutilizacao-lixo/


Fonte:
http://www.agenciaminas.mg.gov.br/noticia/governo-lanca-parque-tecnologico-da-reciclagem-popular
http://lixoecidadaniabh.org.br/vem-ai-o-1o-parque-tecnologico-da-reciclagem-popular-do-brasil/

quarta-feira, 10 de janeiro de 2018

Brasileira ganha prêmio internacional ao criar sistema de dessalinização de água com grafeno

Tido como uma matéria-prima revolucionária, o grafeno é um derivado do carbono, extremamente fino, flexível, transparente e resistente (200 vezes mais forte do que o aço). Considerado excelente condutor de eletricidade, é usado para a produção de células fotoelétricas, peças para aeronaves, celulares e tem ainda outras tantas aplicações na indústria.

Por ser considerado um dos materiais do futuro, ele foi escolhido como tema do Global Graphene Challenge Competition 2016, uma competição internacional promovida pela empresa sueca Sandvik, que busca soluções sustentáveis e inovadoras ao redor do mundo.  

E a brasileira Nadia Ayad, recém-formada em engenharia de materiais pelo Instituto Militar de Engenharia (IME), do Rio de Janeiro, foi a grande vencedora do desafio. Seu projeto concorreu com outros nove trabalhos finalistas.



Nadia criou um sistema de dessalinização e filtragem de água, usando o grafeno. Com o dispositivo, seria possível garantir o acesso à água potável para milhões de pessoas, além de reduzir os gastos com energia e a pressão sobre as fontes hídricas. 

“Com a crescente urbanização e globalização no mundo e a ameaça das mudanças climáticas, a previsão é de que num futuro não muito distante, quase metade da população do planeta viva em áreas com pouquíssimo acesso à água”, afirma Nadia. “Há uma necessidade real de métodos eficientes de tratamento de água e dessalinização. Pensei que a natureza única do grafeno e suas propriedades, incluindo seu potencial como uma membrana de dessalinização e suas propriedades de peneiração superiores, poderiam ser parte da solução”. 

Como prêmio, a estudante carioca fará uma viagem até a sede da Sandvik, na Suécia, onde encontrará pesquisadores e conhecerá de perto algumas das inovações e tecnologias de ponta sendo empregadas pela empresa. Ela visitará ainda o Graphene Centre da Chalmers University. Esta não será a primeira experiência internacional de Nadia. A engenheira brasileira já tinha participado do programa do governo federal Ciências Sem Fronteiras, quando estudou durante um ano na Universidade de Manchester, na Inglaterra. Agora ela pretende fazer um PhD nos Estados Unidos ou Reino Unido, pois acredita que, infelizmente, terá mais oportunidades para realizar pesquisas no exterior do que no Brasil. 

Esta não será a primeira experiência internacional de Nadia. A engenheira brasileira já tinha participado do programa do governo federal Ciências Sem Fronteiras, quando estudou durante um ano na Universidade de Manchester, na Inglaterra. Agora ela pretende fazer um PhD nos Estados Unidos ou Reino Unido, pois acredita que, infelizmente, terá mais oportunidades para realizar pesquisas no exterior do que no Brasil.

A iniciativa de Nádia vem a se somar à pesquisa desenvolvida por pesquisadores da Universidade de Manchester que criaram uma peneira de óxido de grafeno capaz de filtrar partículas minúsculas. Os resultados da pesquisa foram divulgados na publicação científica “Nature Nanotechnology”. Segundo os pesquisadores, a peneira de óxido de grafeno conseguiu impedir a circulação de até 97% dos íons de cloreto de sódio, o principal componente do sal marinho.



Fonte: http://conexaoplaneta.com.br/blog/brasileira-ganha-premio-internacional-ao-criar-sistema-de-dessalinizacao-de-agua-com-grafeno/ http://www.conexaoboasnoticias.com.br/peneira-de-grafeno-agua-mar-transformada-em-potavel/

terça-feira, 19 de dezembro de 2017

Bebê gerado em útero de doadora cadáver

Uma vez mais a medicina no Brasil dando um passo a frente. Mesmo com a contenção de recursos do Governo Federal para pesquisas na área científica, o Brasil continua dando grandes saltos como esse.
Trata-se de um transplante de útero ocorrido em setembro de 2016 cuja doadora teve morte cerebral. Agora, pouco mais de um ano após a cirurgia, nasceu o primeiro bebê do mundo gestacionado no útero transplantado.
A pesquisa foi financiada pela Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo) e teve apoio do Hospital das Clínicas da USP.





quarta-feira, 11 de outubro de 2017

O novo restaurante de Djokovic

Um gesto e tanto de um dos maiores tenistas da história. Fora das quadras até 2018, o sérvio Novak Djokovic anunciou que vai inaugurar um novo restaurante em seu país natal, onde vai oferecer refeições grátis para os mais carentes. Ainda se recuperando de lesão no cotovelo direito, Djokovic aproveitou o tempo livre para anunciar o novo projeto. O ex-número 1 do mundo não informou a data de inauguração, mas explicou que quer devolver para seu país um pouco da força que recebeu para se tornar um gigante do esporte.
- Dinheiro não é um problema para mim, já ganhei o suficiente para alimentar toda a Sérvia. Acho que posso devolver um pouco a esse povo que tanto torce por mim – contou o vencedor de 12 Grand Slams ao jornal britânico "The Sun".





Fonte: https://globoesporte.globo.com/tenis/noticia/djokovic-dara-comida-de-graca-a-pessoas-carentes-em-restaurante-novo-na-servia.ghtml